MUSICAL HOMENAGEIA OS 90 ANOS DE ARIANO SUASSUNA

Com canções inéditas de Chico César, encenação de Luís Carlos Vasconcellos e texto de Braulio Tavares, ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ traz no elenco a companhia Barca dos Corações Partidos, premiada por ‘Auê’, ‘Gonzagão – A Lenda’ e ‘Ópera do Malandro’

SUASSUNA – O AUTO DO REINO DO SOL – 15 de junho a 20 de agosto – TEATRO RIACHUELO

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Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ traz na essência uma série de características de seu grande homenageado. Ariano Suassuna (1927- 2014) – que completaria 90 anos na semana de estreia da montagem – defendeu incansavelmente a brasilidade e a valorização da cultura nacional, ao mesclar a arte popular e o universo erudito em todas as suas obras.

Idealizadora deste tributo ao escritor paraibano, a produtora Andrea Alves, da Sarau Agência, lançou o desafio para a Cia. Barca dos Corações Partidos e convidou três ilustres conterrâneos de Ariano para criar algo totalmente inédito, inspirado em seu legado e desenvolvido em um processo coletivo. Desta forma, nasceu o musical, que estreia dia 15 de junho no Teatro Riachuelo, com encenação de Luís Carlos Vasconcellos, texto de Braulio Tavares, canções de Chico César, que assina a Direção Musical com Alfredo Del Penho e Beto Lemos.

Em 2007, a Sarau Agência realizou uma grande programação para festejar os 80 anos de Ariano e, desde então, foi criado um vínculo do escritor com Andrea, responsável por todas as montagens da Barca dos Corações Partidos e por uma série de projetos que celebraram a arte brasileira nos últimos 25 anos. ‘Há algum tempo, Ariano me falou: ‘Não venha comemorar meus 85 anos, eu não vou morrer, quero que você festeje os meus 90!’. Naquele momento me senti condecorada e com uma grande missão pela frente’, conta a produtora.

A ideia inicial surgiu em conversas de Andrea com Ariano, que se confessava um palhaço frustrado e que elegeu o palhaço de ‘O Auto da Compadecida’ como um dos seus personagens prediletos. ‘Assim, surgiu a ideia de uma grande homenagem ao palhaço de Ariano e pensei na reunião da Barca dos Corações Partidos com o que eu chamo de “trio paraibano”. Assim foi sendo criada esta peça inédita, com músicas e texto originais, mas totalmente inspirada no legado de Ariano’, resume.

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A escolha de Ariano Suassuna foi também coerente com toda a trajetória da Barca dos Corações Partidos, fiel defensora de um repertório nacional e de um teatro que privilegia o intercâmbio de linguagens. Recentemente, o grupo arrebatou os principais prêmios da temporada (Prêmio APTR de Melhor Espetáculo, Melhor Música e Melhor Produção; Prêmio Shell de Melhor Direção para Duda Maia; Prêmio Cesgranrio de Melhor Direção, Melhor Direção Musical e Melhor Espetáculo) com ‘Auê’ (2016), espetáculo construído apenas com músicas originais dos membros do grupo, responsáveis por utilizar no palco elementos de teatro, música, dança e performance.

O grupo se formou no processo de ‘Gonzagão – A Lenda’ (2012), celebração de outro ícone nordestino, Luiz Gonzaga, e logo em seguida reviveu um clássico de Chico Buarque (‘Ópera do Malandro’, 2014. Chico César, Braulio Tavares e Luís Carlos Vasconcellos assistiram aos três trabalhos e aceitaram na mesma hora o convite para se unir nesta nova empreitada.

‘Além de ser um espetáculo que homenageia os 90 anos de Ariano Suassuna, quero falar do meu fascínio com essa trupe. Sempre trabalho com meus atores, com o meu grupo. Sempre tive receio de pegar um trabalho de outra companhia, mas tudo se dissipou em nosso primeiro encontro. É fascinante observar todas as possibilidades que eles tem como músicos, cantores, atores e palhaços’, diz Luís Carlos, fundador do celebrado grupo Piollin e  diretor de montagens emblemáticas, como ‘Vau da Sarapalha’, em repertório desde a estreia, em 1992.

 

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O texto e as canções do musical foram produzidos ao longo do processo de ensaios, que começou ainda no ano passado, quando o elenco fez uma série de oficinas circenses e também excursionou pelo Nordeste brasileiro no que foi chamado de Circuito Ariano Suassuna. Guiados por Dantas Suassuna, filho de homenageado, a trupe esteve em Casa Forte (Recife), conheceu a famosa Pedra do Ingá e visitou a fazenda Carnaúba, em Taperoá (Paraíba). Entre muitas palestras e oficinas, o grupo se preparou para o intenso processo criativo, em que se reuniram por oito horas diárias e apenas uma folga semanal nos últimos quatro meses.

Neste período, Braulio Tavares idealizou a história central da montagem, centrada em uma trupe de circo-teatro e nos acontecimentos de uma noite de apresentação do grupo. O picadeiro de um circo é o cenário perfeito para aparecerem personagens de Ariano, como João Grilo e Chicó (‘O Auto da Compadecida’) e outros conhecidos tipos da Literatura Clássica, além de servir como pano de fundo para as histórias dos integrantes da companhia fictícia.

O projeto sempre quis falar de Ariano sem, no entanto, apresentar um espetáculo biográfico ou mesmo uma adaptação de suas obras. ‘Quando entrei na história, já estava decidido que não seria um espetáculo Armorial e que teríamos a liberdade de subverter, de trazer o Ariano de outras formas. A criação foi toda impregnada de Ariano, de seus personagens e de seu universo, relata Luís Carlos Vasconcellos, que trouxe toda a sua imensa bagagem como palhaço para o processo. ‘É uma homenagem ao Ariano palhaço. O público é guiado por uma espécie de Palhaço Mestre de Cerimônias, como era habitual em seu teatro’, diz.

A parte musical seguiu pelo mesmo caminho. Os textos poéticos e as letras das músicas usam as formas tradicionais de poesia popular que foram cultivadas por Ariano, como a sextilha, a décima, o martelo e o galope. Chico César mostrava as melodias e algumas letras surgiam de improviso, outras cabiam exatamente em alguns trechos do texto. A maioria das letras ficou a cargo de Braulio Tavares, mas também muitas canções são de Beto Lemos e Alfredo Del Penho (que dividem a Direção Musical com Chico) e de outros integrantes da companhia, como Ádren Alves e Renato Luciano. ‘Contaminação foi a palavra que define todo este projeto. As melodias foram contaminadas pelas letras e vice-versa. Criamos algo novo, mas totalmente contaminado por Ariano’, analisa Chico, a quem o escritor chegou a dedicar um livro de poesias.

Sinopse

Sertão da Paraíba. Época: mais ou menos atual, mas sem menção ao resto do Brasil, nem às tecnologias modernas.Um Circo-Teatro viaja pelo Sertão, parando em cada cidade e distrito para uma noitada. O Circo pertence a Mademoiselle Sultana, astróloga, bailarina, clarividente, consultora tântrica e micro-empresária. A principal atração do Circo é o seu grupo de jovens atores e artistas: são eles Mosquito, Chico de Rosa, Escaramuça, Poeta León e Cabantõe. Além dos números habituais de malabarismo, etc., eles encenam quadros, esquetes e entremezes de grande sucesso junto ao público do Sertão. Cantam músicas, sozinhos ou em grupo, recitam, fazem números de gracejo ou de habilidades.

Eles se dirigem agora a Taperoá, na Paraíba, onde devem encenar um espetáculo nas festividades em homenagem ao “poeta Ariano Suassuna”.Na estrada, eles cruzam com bandos de retirantes. Ficam sabendo que além de estar havendo uma seca braba na região, duas famílias tradicionais estão em pé de guerra uma contra a outra, e todo dia tem tiroteio em algum lugar dali. De um lado, há a família Fortunato, de criadores de gado, e do outro o Major Antonio Moraes, o implacável comerciante de minérios que aparece no “Auto da Comparecida” e que é o vilão principal no “Romance da Pedra do Reino” e em “As Infâncias de Quaderna”. Na fazenda de Antonio Moraes, a família está em crise. Além do conflito armado com os Fortunatos, eles descobrem que Iracema, sobrinha do Major, foi vista fugindo de casa naquela noite, com um rapaz, e o Major está uma fera. O rapaz é Lucas Fortunato – da família rival.

No caminho, o Circo recebe a visita do casal, que pede para se juntar a eles. A equipe os aceita, porque simpatiza com os dois. O Circo continua a viagem e começa a ser abordado por jagunços à procura do casal. A viagem vai mostrando os ensaios dos entremezes que a trupe está montando. Neles aparecem cenas entre Dom Quixote e Sancho Pança, ou entre duplas de palhaços, fazendo de vez em quando uma menção aos perigos que correm.Nas estradas, aumenta o número de retirantes que estão indo para um lugar que eles chamam O Soturno.

Numa região cheia de escavações abandonadas, surgiu um vale fértil para onde estão convergindo as pessoas. Num encontro com fugitivos, Lucas fica sabendo que alguns irmãos-de-criação seus, que ele não vê há anos, estão refugiados no Soturno, junto com outros retirantes. Ele vai reencontrá-los. A presença dele ali vai desencadear uma reação violenta por parte dos jagunços das famílias em guerra.

 Ministério da Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Rede apresentam:

SUASSUNA – O AUTO DO REINO DO SOL

Uma encenação de Luiz Carlos Vasconcelos
Texto: Bráulio Tavares
Música: Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho
Idealização e Direção de Produção: Andrea Alves

Com a Cia. Barca dos Corações Partidos: Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Beto Lemos, Fábio Enriquez, Eduardo Rios, Renato Luciano e Ricca Barros.

Atriz convidada: Rebeca Jamir
Artistas convidados: Chris Mourão e Pedro Aune

Cenografia: Sérgio Marimba
Iluminação: Renato Machado
Figurinos: Kika Lopes e Heloisa Stockler
Design de som: Gabriel D’Angelo
Assistente de direção: Vanessa Garcia
Coordenação de Produção: Leila Maria Moreno
Produção Executiva: Rafael Lydio

Apoio: One Health e ONS

SERVIÇO

Temporada de 15 de junho a 20 de agosto
De quinta a domingo, sempre às 20h30

TEATRO RIACHUELO
Rua do Passeio, 38/40 – Centro

Classificação etária: 12 anos
Duração: 120 minutos

Vendas na bilheteria do teatro e site da Ingresso rápido.

Valor ingressos:

Quinta e sexta:
Platéia Vip – R$ 130
Platéia e Balcão Nobre – R$ 100
Balcão Simples – R$ 50

Sábado:
Platéia Vip – R$ 150
Platéia e Balcão Nobre – R$ 120
Balcão Simples – R$ 50

Domingo:
Platéia Vip – R$ 100
Platéia e Balcão Nobre – R$ 80
Balcão Simples – R$ 40

 

Informações para a Imprensa:

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